Jesus Cristo, o Verbo!

sábado, 24 de dezembro de 2016



 “No princípio era o VERBO, e o VERBO estava com Deus, e o VERBO era Deus” (Jo 1:1).
O Apóstolo João, tanto em seu evangelho quanto em sua epístola, descreve Jesus como o Verbo.
Para entendermos o sentido teológico desses textos, precisamos voltar ao original grego. 
No texto grego, idioma em que foi escrito o Novo Testamento quase em sua totalidade, o termo "verbo" é "Lógos", que é entendido como "palavra, razão, conhecimento".

 O Verbo é a Palavra em ação que nos faz ter conhecimento de Deus. Isso se vê claramente quando entendemos que Cristo foi quem cumpriu (ação) a Palavra de Deus (profecias), nos mostrando o Evangelho (conhecimento das boas novas). A Bíblia também é a palavra de Deus, mas Cristo é o Verbo. É Ele quem torna a Bíblia algo dinâmico e sempre atual, e não apenas um livro religioso qualquer. Não basta ler a Bíblia (palavra) se o Verbo (Palavra) não agir em nós através do Espírito Santo. A palavra escrita (Bíblia) está sujeita a Palavra (o Verbo, Cristo). 

 Então, o sentido teológico de Cristo ser chamado de Verbo, é: Jesus é a Palavra de Deus, não escrita, como a Bíblia, mas a Palavra de Deus encarnada, ativa, que nos trouxe conhecimento de Deus ("E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” Jo 1:14). Tudo o que Ele fazia, era propagar as verdades do Reino, por isso Ele próprio era a Palavra, ou, como escreveu o apóstolo: O Verbo. Deus Pai falou através de Cristo. (Jo 12:44,45). 

 Além da teologia, costumo explicar o Verbo de uma outra forma. Quando começamos a estudar as regras da língua portuguesa (e demais idiomas), nos deparamos com os verbos, que descrevem ações e são divididos em três tempos: Passado (pretérito), presente e futuro. Esses tempos, na língua portuguesa, tem subdivisões, mas todas ligadas a essas três. Não existe nenhuma ação que não seja no passado, no presente ou no futuro, pois toda ação ocorre em algum desses três tempos, e, como vimos, Jesus é a Palavra de Deus em ação. 

 Analisando várias passagens entendemos a ligação de Cristo com o termo "Verbo", mas destacarei Hebreus 13:8 e Apocalipse 1:8.

Cristo é o Verbo (Hb 13:8/Ap 1:8): 

Passado (Pretérito): "o mesmo ontem..." / "que era"... 
Presente: "hoje..." / "que é"... 
Futuro: "e eternamente." / "e há de vir". 

 O próprio Apóstolo João diz: "E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de veste tingida em sangue; e o nome pelo qual se chama é A PALAVRA DE DEUS" (Ap 19:11-13)

Maranata!

Diego Rodrigo Souza 
Creio No Amanhã

Pessoas feridas, precisam ser curadas!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016


Pessoas feridas ferem outras pessoas, precisam ser curadas!

 Por muito tempo eu escutei a frase "Pessoas feridas ferem outras pessoas", eu acreditava fielmente e sempre pensava nela quando via pessoas feridas emocionalmente ferindo a outras. Eu simplesmente não sabia o que fazer, porque era uma espécie de círculo, sabe?! Mas na verdade não é assim que deve ser! Imagine se cada vez que alguém ferido/magoado emocionalmente fizesse o mesmo a outras, que tipo de sociedade teríamos? 

 Infelizmente vemos muitos cristãos nessa condição. Precisamos entender algo: Se fomos feridos, devemos procurar cura e não pagar o mal com o mal. "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." Rm 12:21.

 O livro de Jeremias, no capítulo 8, narra a história de um povo que se afastou dos caminhos do Senhor e consequentemente foi castigado. Mas o povo ainda assim não deixava seus atos errados. Enfim no versículo 22, o profeta Jeremias pergunta com grande tristeza: "Não há nenhum bálsamo em Gileade?" 

 Gileade era uma cidade que "produzia" um bálsamo, que era uma espécie de óleo usado como incenso e perfume, e, principalmente, possuía propriedades medicinais únicas. Tinha capacidade de curar e restaurar especialmente feridas. 

 E o que esse bálsamo tem a ver com a nação israelita? O profeta Isaías diz: "Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas;" Is 1.6.

 O pecado e a conduta do povo eram comparados a ferimentos apodrecidos, os quais necessitavam ser curados. E quantas vezes nós guardamos as nossas mágoas e escondemos nossas feridas, assim como aquele povo? Todos os dias temos que lidar com injustiças, egoísmo e falta de amor. Com isso adquirimos feridas emocionais e espirituais. 

Para que sejamos curados:

▪ É necessário reconhecer que estamos feridos 

▪ É preciso buscar ajuda 

 "O médico de Gileade é Jesus. O bálsamo de Gileade é representado pelo sangue de Jesus e o poder do Espírito Santo. A igreja é Gileade, o lugar de cura. Receba a unção do bálsamo de Gileade e ajude a curar os que estão feridos." 

 Sim, ainda há médico em Gileade!!!

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

As últimas palavras de Jan Huss


 Jan Huss foi um precursor da reforma protestante na Boêmia sob a influência das ideias de John Wycliffe. A Igreja Moraviana, que existe até hoje, é herdeira de Jan Huss. Foi condenado por heresia e executado em uma fogueira no dia 6 de julho de 1415. Algumas de suas ideias mais radicais foram:

– Ser membro da Igreja hierárquica não é garantia de ser membro da verdadeira Igreja. Somente aqueles que foram predestinados por Deus antes da fundação do mundo são membros da verdadeira Igreja.

– Cristo somente e não o papa é o Cabeça da Igreja.

– Oposição as indulgências.

– Somente a Bíblia é a regra de fé e prática.

 Um dos que estavam presentes na execução de Jan Huss foi o sacerdote católico romano Poggius Florentini, também conhecido com Poggius o papista. Ele foi o legado do papa que entregou a intimação para que Jan Huss comparecesse ao Concílio de Constança e depois participou do concílio como um membro votante. Foi neste concílio que Jan Huss foi condenado a morte. Depois da execução, Poggius escreveu para seu amigo Leonhard Nikolai duas cartas, que sobrevivem até hoje, contendo uma descrição detalhada no julgamento e morte de Jan Huss.

 A obra contendo estas cartas em inglês podem ser compradas aqui. A primeira carta pode ser lida aqui. Um relato importante desta carta foram as últimas palavras de Jan Huss antes de morrer: “Ele chegou até a estaca olhando para ela sem medo. Ele subiu nela depois que dois assistentes do carrasco haviam rasgado suas roupas… Naquele momento, um dos eleitores, o príncipe Ludwig do Palatinado, subiu e implorou que Huss voltasse atrás, para que fosse poupado da morte nas chamas. Mas Hus respondeu: ‘Hoje vocês assarão um ganso magro, mas em cem anos ouvirão um cisne cantar. Não serão capazes de assá-lo e nenhuma armadilha ou rede poderá segurá-lo’. O príncipe voltou cheio de pena e muita admiração”.

 O nome “Huss” significa ganso. Isso aconteceu em 1415. Noventa e sete anos depois foi 1512, o ano em que Martinho Lutero graduou-se Doutor em Teologia e foi recebido no Senado da Faculdade Teológica com o título de Doutor em Bíblia. E 1515, exatamente cem anos depois da morte de Jan Huss, foi o ano em que Lutero começou a lecionar sobre a Epístola aos Romanos. Foi ai que, segundo seu próprio relato, ele foi convencido da justificação pela fé com base em Romanos 1:17, o acontecimento que acabou desencadeando a Reforma Protestante.

 Diante disso, Martinho Lutero acreditava que as palavras de Jan Huss foram uma previsão que se cumpriu nele. Ele escreveu sobre isso ao comentar um Edito Imperial promulgado em 1531: “Eu, Dr. Martinho, fui chamado para esse ofício e fui compelido a me tornar um doutor, sem qualquer iniciativa minha, mas por pura obediência. Então eu tive que aceitar o ofício de doutor e fazer um juramento de que eu pregaria e ensinaria com fidelidade a minha tão amada Sagrada Escritura. Enquanto eu estava engajado no ensino, o papado cruzou meu caminho e queria me impedir… Mas não me impedirá. No nome e na vocação de Deus, eu andarei sobre o leão e sobre a víbora e pisarei com meus pés no filhote de leão e no dragão. E isso que começou durante a minha vida se completará após minha morte. São Jan Huss profetizou de mim… ‘Assarão um ganso agora (porque “Huss” significa “ganso”), mas em cem anos ouvirão um cisne cantar e terão que aguentá-lo’. E assim será, se Deus quiser”. (Lutherʹs Works, Volume 34, p. 103)

 Aparentemente, não era somente ele que se via como o cumprimento do oráculo de Jan Huss. Isso chegou a ser mencionado pelo Rev. Johann Bugenhagen no sermão de seu funeral: “Mas em meio a tristeza, devemos reconhecer também a graça e misericórdia de Deus conosco e agradecê-lo por ter acordado por seu Espírito o querido Dr. Martinho Lutero para ir contra as doutrinas anticristãs do abominável e satânico papa e contra as doutrinas do diabo somente cem anos depois da morte do santo Jan Huss (que foi morto pela verdade em 1415), como o próprio Jan Huss profetizou antes de sua morte de um cisne futuro. Huss significa “ganso” na língua boêmia. ‘Vocês estão assando um ganso’, disse Huss, ‘mas Deus levantará um cisne que vocês não queimarão ou assarão’.

Frank Brito
Resistir e Construir

Não perca os momentos, mas não viva por momentos!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


 Parece que o lema do século é: Carpe Diem - aproveite o dia. A sociedade segue em uma busca desenfreada por prazer. E, no entanto, a depressão já é considerada o "mal do século". Há algo errado.

 A busca por momentos acabou por tornar a vida de muitos vazia de significado, sem propósito. Logo, sentem-se perdidos e focalizam suas energias naquilo que tem a capacidade de viciá-los: trabalho, sexo, drogas, fast foods, pornografia... As consequências são pessoas frustradas, desconfiadas, céticas no amor, dependentes químicos, obesos, antissociais, carentes por migalhas de amor e atenção.

 Jesus não morreu na cruz para que vivêssemos assim. Em tudo na vida é necessário estabelecer prioridades. 

 "Mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33).

 Ser cristão não é ser sério o tempo todo, não é ser intransigente, nem intolerante. Um cristão pode brincar, pode rir, pode sair e se divertir com seus amigos e eles nem precisam ser todos cristãos. Mas quando temos Deus em primeiro lugar, saímos e nos divertimos de forma sadia e responsável, e - acredite ou não - é tão melhor poder ter a paz de sua consciência tranquila. Suas piadas não ofendem o próximo, sua diversão não culmina em tragédias por irresponsabilidade, o sexo é visto como ele realmente é - uma relação de prazer vivida dentro de uma aliança de amor entre um homem e uma mulher, celebrada como pacto indissolúvel diante de Deus e dos homens - e, com isso, não existem os traumas dos corações partidos, das expectativas frustradas, da decepção com o sexo oposto. Seres humanos são vistos como seres humanos, não como objetos de diversão ou de prazer.

 Uma vida com Deus é uma vida feliz, mas também é uma vida de paz. Quem vive por momentos depende deles para ser feliz e não sabe lidar com os problemas da vida. Quem vive por Deus, aproveita os bons momentos e tem paz mesmo na pior circunstância.

 Por isso, aproveite o dia, viva seus momentos, mas mantenha seu foco no que realmente importa. O pecado é sempre atraente à primeira vista, mas traz consequências eternas. Não perca o essencial em troca de meros momentos. 

 Como?

 "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2).

Josy Negrin
Creio No Amanhã

O que é União Hipostática?

segunda-feira, 29 de agosto de 2016


Pergunta: "O que é a união hipostática? Como Jesus pode ser Deus e homem ao mesmo tempo?"

 Resposta: A união hipostática é um termo usado para descrever como Deus Filho, Jesus Cristo, tomou para Si a natureza humana, ao mesmo tempo permanecendo 100% Deus. Jesus sempre foi Deus (João 8:58; 10:30), mas na encarnação Jesus se fez carne – Ele passou a ser um ser humano (João 1:14). A adição da natureza humana à natureza divina resulta em Jesus, o Deus-homem. Essa é a união hipostática, Jesus Cristo, uma Pessoa, 100% Deus e 100% homem.

 As duas naturezas de Jesus, humana e divina, são inseparáveis. Jesus vai ser para sempre Deus-homem, 100% Deus e 100% homem, duas naturezas distintas em uma Pessoa. A humanidade de Jesus e a Sua divindade não se misturam, mas se unem sem perderem suas identidades separadas. Jesus às vezes vivia com as limitações de humanidade (João 4:6; 19:28) e outras vezes com o poder de Sua divindade (João 11:43; Mateus 14:18-21). Nos dois casos, as ações de Jesus foram de Sua única Pessoa. Jesus tinha duas naturezas, mas só uma pessoa ou personalidade.

 A doutrina da união hipostática é uma tentativa de explicar como Jesus pode ser os dois: Deus e homem ao mesmo tempo. É, na verdade, uma doutrina que somos incapazes de compreender totalmente. É impossível para nós entendermos totalmente como Deus trabalha. Nós, como seres humanos finitos, não devemos supor que podemos compreender um Deus infinito. Jesus é o Filho de Deus por ter sido concebido pelo Espírito Santo (Lucas 1:35). Mas isso não significa que Ele não já existia antes de ser concebido. Jesus tem sempre existido (João 8:58; 10:30). Quando Jesus foi concebido, Ele se tornou um ser humano em adição ao fato de ser Deus (João 1:1,14).

 Jesus é os dois: Deus e homem. Jesus tem sempre sido Deus, mas Ele não se tornou um ser humano até ser concebido em Maria. Jesus se tornou um ser humano para poder se identificar conosco em nossas dificuldades (Hebreus 2:17) e, mais importante do que isso, para poder morrer na cruz para pagar pela penalidade de nossos pecados (Filipenses 2:5-11). Em resumo, a união hipostática ensina que Jesus é 100% humano e 100% divino, que não há nenhuma mistura ou enfraquecimento de nenhuma das naturezas, e que Ele é uma só pessoa, para sempre.

Got Questions?
gotquestions.org

Os 7 Principais Erros do Louvor Neopentecostal


Assim como fiz num outro texto, ao afirmar que acredito que muitos pastores neopentecostais não agem de má fé em defender seus pressupostos teológicos, julgo importante também afirmar que acredito que boa parte dos líderes de música das igrejas neopentecostais amam a Cristo e desejam servi-lo com integridade, honestidade e compromisso. Entretanto, em virtude do desconhecimento das Escrituras, além é claro de não terem sido qualificados biblicamente por seus pastores para o ministério de louvor em suas igrejas, cometem erros crassos, os quais tem contribuído com o adoecimento de parte da igreja, como também com uma visão equivocada do Cristianismo.

Ressalto também que o propósito deste texto não é criticar ritmos, estilo e forma de louvor, mesmo porque, creio num louvor multicultural, diferenciado por aspectos culturais distintos, cujo objetivo final seja a glória de Deus.

Isto posto, afirmo que proposta desta reflexão é avaliar à luz da Bíblia e da Teologia os sete erros mais comuns cometidos pelos irmãos neopentecostais na condução do período de louvor com música nas mais variadas igrejas no Brasil.

1.) A valorização da música em detrimento a pregação da Palavra

Boa parte dos denominados cultos evangélicos dedicam muito mais tempo a música do que qualquer outra coisa. Outro dia fiz uma pesquisa no BLOG tentando descobrir a opinião dos leitores quanto aquilo que seja mais importante num culto. Na ocasião eu ofereci duas opções clássicas, isto é, o louvor e a Palavra. Para minha surpresa mais de 60% dos leitores responderam dizendo que o louvor era mais importante.

Caro leitor, ao contrário dos adeptos do movimento gospel brasileiro, o reformador francês, João Calvino, via a pregação do evangelho como o centro da vida e obra da igreja. Ele cria que a pregação era central na igreja porque ela era o modo de Deus salvar o Seu povo, até o ponto dele se considerar também um ouvinte:“Quando eu subo ao púlpito não é para ensinar os outros somente. Eu não me retiro aparte, visto que eu devo ser um estudante, e a Palavra que procede da minha boca deve servir para mim assim como para você, ou ela será o pior para mim.”, dizia ele.

Para Calvino a pregação da Palavra era um meio de graça para o povo de Deus – “Quando nos reunimos em nome de Deus”, ele dizia, “não é para ouvir meros cânticos” (diferentemente da nossa geração que valoriza extravagantemente o momento de louvor). Para Calvino, os que desenvolviam tais práticas se alimentavam exclusivamente de vento. Além disso, Calvino cria que a pregação deveria ser “sem exibição”, para que o povo de Deus pudesse reconhecer nela a Palavra de Deus e para que o próprio Deus, e não o pregador, pudesse ser honrado e obedecido.

2.) Antropocentrismo cúltico

Infelizmente os louvores cantados em nossas reuniões são extremamente antropocêntricos, o que nitidamente se percebe em nossos encontros congregacionais. Se fizermos uma análise de nossas liturgias, chegaremos a conclusão que boa parte das canções que entoamos são feitas na primeira pessoa do singular, cujas letras prioritariamente reivindicam as bênçãos de Deus.

Pois é, numa liturgia preponderantemente hedonista, os evangélicos tem feito da música um instrumento de sensibilização a Deus onde o objetivo final são as bênçãos do Senhor.

Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens. Da mesma maneira, necessitamos clamar ao Pai pedindo-o que nos liberte do louvor engessado, feito de cabeças baixas e bocas carrancudas, de letras difíceis, de músicas duras, sejam elas importadas ou brasileiras.

3.) Entretenimento litúrgico

A Igreja não foi chamada por Cristo para promover entretenimento. Charles Spurgeon, um dos maiores pregadores de todos os tempos, afirmou há quase 150 anos, que o adversário das nossas almas tem agido como o fermento, levedando toda a massa. Segundo o príncipe dos pregadores, o diabo criou algo mais perspicaz do que sugerir à Igreja que parte de sua missão é prover entretenimento para as pessoas, com vistas a ganhá-las. Spurgeon afirmou que a igreja de Cristo não tinha por obrigação promover entretenimento àqueles que a igreja visitava. Antes, pelo contrário, o Evangelho com todas as suas implicações precisava ser pregado de forma simples e objetiva. Todavia, em nossos dias, boa parte dos nossos jovens se reúnem com o propósito exclusivo de se divertir. Para tanto, usam do nome de Deus, fazendo do Criador um tipo de animador onde o que importa no final é a satisfação pessoal. Diante disto, não tenho a menor dúvida de os que agem desta maneira desobedecem escancaradamente ao terceiro mandamento, que é tomar o nome do Senhor nosso Deus em vão. Isto afirmo pelo fato de que as estruturas criadas para alegria de nossos jovens não visam a glória de Deus e sim a satisfação humana. Na verdade, os eventos gospel usam o nome de Deus de forma interesseira e egoísta, fazendo dele o protagonista de nossas diversões pessoais.

4.) A “pregação” em meio ao louvor

Boa parte dos louvores neopentecostais são intercalados com curtas palavras e pregações que muitas vezes visam defender a teologia da prosperidade e a confissão positiva. Nessa perspectiva é comum aos condutores de período de louvor incentivarem aos irmãos a desenvolverem uma espiritualidade focada na satisfação pessoal. Ora, ao contrário do que temos visto e aprendido, o período de louvor com música não foi criado para a nossa alegria e plenitude. Muito pelo contrário, a adoração na “comnnunion Sanctos” visa exclusivamente a glória de Deus.

5.) Músicas com letras desprovidas de boa teologia e fundamentos bíblicos

Essa talvez seja uma da principais características dos louvores neopentecostais. Veja bem, vale a pena ressaltar que boa parte dos cantores neopentecostais não compõem canções equivocadas teologicamente por que assim desejam. Não. Não o fazem. Na verdade as composições distorcidas de boa teologia se deve ao fato dos músicos não receberem da parte de seus pastores ensinos centrados nas Escrituras.

6.) Músicas cujas letras estão desprovidas de doutrinas fundamentais da fé cristã

Uma dos erros mais comuns do louvor neopentecostal é não cantar a sã doutrina. Nessa perspectiva é comum não encontrarmos em nossas letras, ênfases a doutrinas como salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, perdão de pecados, arrependimento, volta de Cristo e vida eterna.

7.) Ausência de foco na glória de Deus

Uma das características do louvor neopentecostal é o bem estar do homem e não a glória de Deus. Nessa perspectiva, as canções cantadas, os louvores entoados ou até as ministrações variadas, são eminentemente focadas no brilhantismo humano esquecendo portanto que tudo aquilo que fazemos deve ser feito para a glória de Deus.

Volta as Escrituras:

Penso que se os excelentes músicos neopentecostais se regressarem as Escrituras e permitirem com que a Palavra de Deus norteie suas vidas e ministérios, a Igreja evangélica brasileira será ricamente abençoada. Acredito mais do que nunca que necessitamos regressar as Escrituras, cantar as Escrituras, bem como viver as Escrituras.

O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
Cante as Escrituras

7 Conselhos para os Grupos de Louvor

segunda-feira, 11 de julho de 2016


A vaidade é algo comum em todo ser humano, mas, gostaríamos, com esse texto, chamar a atenção dos músicos: instrumentistas e cantores. Esta é uma categoria que tem ganhado muita notoriedade com o boom da música gospel e vem moldando a forma de cultuar da Igreja. Anteriormente, a congregação cantava embalada por hinários e um organista. Isto foi mudando e após a revolucionária década de 1960 a sonoridade pop invadiu as liturgias, com isso boa parte das igrejas aderiu ao que chamamos de “liturgia contemporânea”.

Embora gostemos das letras contidas nos hinários, pois teologicamente são bem robustas, não desprezamos a musicalidade de nossa época. Os louvores podem sim ter uma melodia que comportem serem tocadas por instrumentos como guitarra, bateria e baixo. Quanto a isso, não há nada de errado em si. O foco importante deve estar no comportamento do grupo de louvor e, sobretudo, no conteúdo daquilo que se canta. Fica a pergunta no ar: Os louvores contemporâneos são bíblicos?

Todos os cantores e instrumentistas que compõem os grupos de louvor devem saber exatamente o que significa louvar a Deus, e porque isso é parte importante no culto. Em Efésios 5.19, o apóstolo Paulo vai citar os elementos de culto e lá estão listados hinos e cânticos espirituais. Este é o respaldo bíblico para que a música seja parte importante no ajuntamento dos remidos para adorar ao Deus verdadeiro (durante a reforma do século 16, alguns teólogos eram contra as músicas executadas nos cultos). Portanto, é necessário entender que o objetivo do louvor não é demonstrar técnica exuberante e nem chamar a atenção da igreja a um determinado instrumento ou cantor. O objetivo do período de louvor é a glória de Deus.

Tendo este pressuposto bem definido (o louvor é para glorificarmos a Deus), gostaríamos de elencar alguns conselhos práticos para que os grupos de louvor pudessem se apresentar sem querer roubar a glória de Deus. Um princípio joanino deve vir sempre à mente quando o assunto é louvor e adoração: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3.30). Agora vamos aos pontos, que formam sete conselhos bem práticos:

I) Cantem as Escrituras: Aconselhamos aos grupos de louvor que organizem o repertório com músicas que mostrem claramente passagens bíblicas. Algo precioso da herança reformada é o princípio de que temos que ler a Bíblia, orar a Bíblia, pregar a Bíblia, cantar a Bíblia e viver a Bíblia. Se ela é nossa fonte suprema de sabedoria, o livro da revelação que nos alimenta espiritualmente, o retrato de Cristo (pois aponta para ele) e nosso guia prático, então porque cantar letras derivadas de outros mananciais? Chega de tanto humanismo e psicologia barata que fala que “você é campeão e vencedor”. Paremos com esses “hinos” que amaciam nosso ego e que não tem respaldo na Palavra. Embasemos nossas canções na Sagrada Escritura. Isto agrada a Deus.

II) Não molde o repertório ao gosto pessoal: O culto é determinado por Deus e não está ao bel prazer do grupo de músicos. Deus o instituiu para ser comunitário. A Igreja é quem louva e não o grupo de louvor sozinho. Lembrem que a congregação é multi-geracional, isto é, tem diversas gerações: idosos, adultos, jovens, adolescentes e crianças. Temos visto que o estilo de música mais atraente para o público jovem tem dominado as listas de canções nos cultos. Lembrem que, na igreja, nem todo mundo é fã de solos de guitarra e gritos ensurdecedores. Parem de tocar músicas de aulas de aeróbica. Não desprezem os antigos hinos, toque-os alternando-os com hinos mais recentes. E não se esqueçam da importância do nosso primeiro item, que é cantar a Bíblia.

III) Abaixem o volume e evitem o estrelato: Como dito acima, o culto é comunitário. A igreja canta junto numa só voz. A maioria esmagadora dos grupos de louvor cobre a voz da congregação devido ao alto volume do seu som amplificado. É preciso ter sensibilidade e evitar o exibicionismo. A congregação também encontra dificuldades quando a música escolhida tem um tom muito elevado, onde apenas o cantor consegue alcançar as notas. Ademais, quando um músico toca em uma apresentação fora da igreja, ele está apresentando sua arte, em muitos casos deve realmente demonstrar técnica e virtuosismo instrumental, mas, no culto solene o objetivo não é esse, é apenas acompanhar a melodia e conduzir o povo a louvar a Deus. Conduzir o louvor – e não se apresentar – é o propósito. Entendeu?

IV) Não queiram ser os mais importantes no culto: Como foi frisado, o momento de louvor é para a igreja cantar ao Senhor. Sendo assim, não é o momento para orações extensas e pregações no meio da música. A pregação será realizada pelo pastor. A música na igreja não pode ofuscar a pregação. Em muitos lugares temos de quinze à vinte minutos de pregação e quase duas horas de música. Nesse caso, tanto o pastor como os músicos devem ter ciência que estão em desobediência a Palavra de Deus e invalidando a pregação do evangelho. A música comunica o evangelho, mas, a pregação foi o meio criado por Deus para que os homens creiam e se arrependam dos seus pecados. Não se pode reposicionar a música no lugar da pregação. E também, o momento do louvor não prepara o coração da igreja para a pregação, quem prepara a igreja para o momento da exposição da Palavra é o Espirito Santo. Não acredite que o momento do louvor é mais importante no culto, pois não é. A pregação é o momento que Deus fala com sua igreja. A pregação foi determinada por Deus como meio de transmissão de sua poderosa graça, pois nela, a Escritura é exposta e por meio da exposição bíblica o Espírito Santo age convertendo corações. Tenham cuidado para não negligenciar aquilo que Deus deu importância no seu culto.

V) Zelem por uma boa conduta: Os músicos cristãos devem ter uma vida piedosa, santa e não escandalosa e ímpia como acontece em alguns casos. Tocar na igreja não pode ser um passatempo, mas, um exercício piedoso. Componentes carnais, insubordinados ou estrelas devem se arrepender ou então serem afastados de seus afazeres nas atividades musicais na igreja. Os músicos cristãos devem reger suas atividades diárias pela Escritura Sagrada. Devem ler a Bíblia, amar a Palavra de Deus. O momento de louvor não é um show, aqueles que cantam e tocam na igreja devem saber que sua presença a frente da congregação é algo de responsabilidade para com Deus e não para inflar o ego. Por isso deve-se atentar também até para o tipo de roupa do grupo. Mulheres com roupas extremamente apertadas e sensuais, ou homens da mesma forma amantes de si mesmo e da sensualidade não podem estar a frente desse momento solene no culto.

VI) Dediquem-se a música com esmero: Os músicos crentes devem estudar seu instrumento (isso inclui a voz) de forma excelente. Devem ser bons músicos, pois estão fazendo para glória de Deus. Certa feita, um sapateiro perguntou para Lutero o que deveria fazer para agradar a Deus. O Reformador lhe respondeu dizendo que ele deveria cuidar dos sapatos de maneira caprichada, assim, poderia até “engraxar sapatos para o louvor do SENHOR Deus”. Os músicos cristãos devem ter boa técnica e conhecer os mais variados gêneros musicais, devem ser exímios conhecedores de sua arte. Deus é o autor de todas as coisas. O grande artista que fez o homem a Sua imagem e semelhança, dotando o ser humano com vários dons. A música é um dom divino e precisa ser executada e desenvolvida com uma mentalidade reverente. O compositor erudito Johann Sebastian Bach entendeu isso. Ele compôs suas sinfonias dando o máximo de si e ao final de cada partitura colocava a sigla S.D.G. (Só a Deus Glória, do latim Soli Deo Gloria).

VII) Envolvam-se com a Igreja: “Meu ministério é tocar/cantar”. Esta é uma frase comum, todavia enganosa. Cantar ou tocar um instrumento é um dom que pode ser colocado a serviço da igreja, todavia, ministério é algo que é indispensável. Vamos tornar mais claro: A igreja sobrevive sem guitarra ou sem bateria. A igreja ainda será igreja mesmo sem a voz aveludada de um cantor talentoso. Todavia, a igreja não pode deixar de lado a pregação do evangelho, o discipulado, a administração dos sacramentos e o diaconato. Logo, envolvam-se para além da música e sirvam num ministério, seja ele de ensino, de evangelismo ou de ação social. Não limitem a vida cristã aos ensaios para os cultos. Ser um discípulo de Cristo deve ultrapassar – e muito – a esfera da musicalidade.

Bem, aqui finalizamos na expectativa que tais conselhos ajudem a todos os que trabalham com a música nas congregações. Falamos como irmãos em Cristo, e membros que amam a Igreja do SENHOR, valorizando o culto comunitário como sendo uma fonte vigorosa que nos incentiva no caminho do Evangelho.

Graça e Paz.

Thomas Magnum e Thiago Oliveira (Revisão: Filipe Castelo Branco)
Cante as Escrituras

Posso ouvir música secular?

terça-feira, 28 de junho de 2016


Hoje em dia vejo muitos pastores e líderes defendendo que o cristão não pode ouvir música secular, popularmente chamada de "música do mundo". Meu propósito aqui não é ofender a visão do seu pastor, ou ir contra os ensinamentos dos líderes, mas apenas levar esse assunto pro campo do debate, para entendermos se um cristão pode ou não ouvir música secular.

O Evangelho, na questão de costumes, não é restritivo e sim perceptivo e analítico, ou seja, ele não me proíbe de ter algum costume, mas apenas me instrui a analisar e perceber se aquilo causará algum dano a minha comunhão com Deus. Vemos isso claro nesse versículo: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. 
(I Coríntios 10:23).

Então, partindo desse versículo, respondemos algumas perguntas:
É lícito ao cristão ouvir música secular? Sim, pois "todas as coisas me são lícitas".
Convém ao cristão ouvir música secular? Depende, tem que haver um senso crítico.

Aliás, esse senso crítico tem que haver para todos os tipos de músicas, incluindo a gospel, pois os defensores de que os cristãos não devem ouvir música secular, se esquecem que os mesmos critérios se aplicam aos "louvores". Por exemplo:

- Não podemos ouvir músicas seculares, pois elas não glorificam a Deus?
Na verdade, esse critério teria que ser universal, e não só para as seculares, pois dentro das igrejas cantamos "hinos" que engrandecem o ser humano e não a Deus. Se essa afirmação fosse engessada assim, não ouviríamos nem música gospel. Música é música. Temos que saber separar música de louvor. Música boa não tem rótulos, pode ser secular ou gospel, e o motivo de ouvi-las é simplesmente apreciar um som agradável e meditar nas letras. Louvor é diferente, pois não devemos apenas escutá-los, mas sim fazer deles uma forma de adoração a Deus. Então não devemos misturar as coisas, e um não interfere no outro, desde que haja análise do que se está ouvindo.

- Cantores e compositores seculares não tem compromisso com Deus?
E se eu falasse que, no mundo das produções e composições musicais, não existe essa separação de gospel e secular? Nesse contexto, produtores, músicos e compositores seculares produzem músicas gospel e vice-versa. Sabe aquela história de hinos inspirados por Deus? Não existe mais. Muitos dos hinos "inspirados" foram escritos e produzidos por pessoas "do mundo", e o artista gospel apenas empresta a sua voz. Então, reafirmo, música é música. Apenas saiba discernir sobre o que vai fazer mal a você.

- Música gospel edifica o crente?
Sinto dizer isso, mas música não edifica ninguém. O que edifica o cristão é oração, jejum, meditação na Palavra do Senhor...  A Bíblia em nenhum lugar nos ensina que uma simples música tenha o poder de edificar. Música é apenas uma forma de entretenimento, ainda que seja gospel. Mas toda regra tem uma exceção: os hinos antigos até nos edificavam mesmo, e nos levava ao sentimento de adoração a Deus.

Sendo assim posso ouvir todas as músicas (seculares ou gospel) mas nem todas me convém (seculares ou gospel). Então, como saber se uma música me convém?

- Analise o sentimento que ela produz em você. 
Se você for uma pessoa depressiva, não convém ouvir músicas que estimulem a tristeza, e mesmo no meio gospel temos muitas músicas assim. Músicas que estimulam em nós sentimentos ruins, como vingança (lembra da Sabor de Mel da Damares?), raiva, tristeza, ódio, etc. não nos convém ouvir.

- Analise a reação que ela produz em seu corpo.
Algumas batidas e ritmos estimulam o corpo a ter reações que não convém ao cristão. O problema do funk não é apenas a letra, mas o próprio ritmo, que induz o corpo a uma dança inadequada.

- Analise a letra e a mensagem que ela passa.
Muitas músicas seculares exaltam o ocultimo, e até mesmo glorificam ao diabo, uma delas foi trilha sonora de uma novela global, que incitava a "simpatia pelo diabo", dos Rolling Stones. Mas muitas músicas apenas trazem mensagens de paz, amor, e situações da vida, sem nada ofender a nossa espiritualidade.

Concluímos, então, que não é rótulo de secular ou gospel que faz uma música ser conveniente ou não, e sim os critérios acima. Se uma música gospel, ou secular, passar nesses quesitos, então podemos ouvir sim, desde que não haja idolatria, pois "Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma" I Coríntios 6:12.

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

A importância do Discipulado

quinta-feira, 26 de maio de 2016


· A palavra Discipulado significa "aquele que é ensinado". 

· Discipular, significa: ensinar, instruir, mostrar algo a alguém, passar ou repassar conhecimento etc.

O Discipulado é uma das ferramentas mais importantes para preparar os crentes para influenciar positivamente este mundo. É uma forma da Igreja crescer em quantidade e qualidade. O discipulado é uma forma de aproximar as pessoas a Deus, pois se não o conhecemos, não o buscamos. 

Em Juízes 2:10 diz que se levantou uma geração que não conhecia o Senhor, nem o que Ele tinha feito, no versículo 11 diz que devido a essa geração NÃO o conhecer, eles fizeram o que era mal ao olhos do Senhor, e fizeram para si outros deuses. Logo, entendemos que quando não conhecemos a Deus, nós passamos a criar outros deuses que preencham esse espaço vazio, "deuses" que muitas vezes não estão relacionados a outras religiões, e sim a atitudes pecaminosas que são direcionadas ao nosso próprio ego, o que nos torna pessoas insensíveis com relação a Deus. 

Ser um Discípulo não é só aprender, mas também instruir, é passar adiante aquilo que lhe foi ensinado. A essência em ser um discípulo está em passar algum tempo com o próprio Mestre. O discipulado não é só um "momento" em que se aprende a respeito de Deus, e sim uma forma de levar o discípulo a querer se aproximar dEle e buscá-lo individualmente, por conta própria. 

Jesus diz que aquele que vai até ele, ouve e pratica a sua palavra é semelhante a casa edificada sobre a rocha, que a enchente não consegue derrubar, pois está bem alicerçada (Lucas 6:47-49). Discipular é uma forma de alicerçar o novo convertido, pra que ele tenha uma fé e uma vida espiritual firmada em Deus. 

O discipulado é importante porque nos traz conhecimento de Deus, e ter conhecimento a respeito de Deus nos faz querer buscá-lo cada vez mais.

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

A verdadeira Paz em Jesus

sexta-feira, 13 de maio de 2016


"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (II Timóteo 3:1).

Este trecho da carta de Paulo ao jovem Timóteo, junto com os versículos seguintes, "Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela..."
 (3:2-7), traz uma série de exemplos do que vemos acontecer hoje em dia e que já acontecia naquela época: Maldade, frieza, falta de amor, etc. E nesse mesmo capítulo, o versículo 10 diz: "Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou". Concluímos, então, que o Apóstolo Paulo relata alguns problemas a qual enfrentaríamos, mas ele mesmo dá a solução: seguir a doutrina e o exemplo apostólico e ter fé que o Senhor nos livra.

Anos antes do apóstolo ter escrito a carta a Timóteo, Jesus disse, e está registrado no evangelho de João, as seguintes palavras: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."(João 16:33). Cristo nos revela aqui, a mesma coisa que o apóstolo Paulo escreveu anos mais tarde: A fé em Deus e a obediência a Ele, nos faz ter paz, mesmo em meio as aflições desses tempos trabalhosos. Essa paz não é ausência de guerras e conflitos, mas sim, mesmo desacreditados e em momentos de fraqueza, sabemos que em Cristo encontramos a Paz, o conforto, o alívio e o descanso. Por isso Paulo, mesmo preso fisicamente, louvava e descansava pois sabia que era livre em Cristo, e conhecia a verdadeira Paz, que só Cristo dá (At 16:25).

É essa confiança, e essa Paz verdadeira, que nos dá forças e nos mantém de pé, mesmo em meio a tantos problemas. O mundo não consegue entender as maravilhas de ter essa experiência com Cristo, algo maravilhoso demais pra ser entendido pelas mentes ímpias que ainda não foram iluminadas pelo Espírito Santo, pois, como já dizia o velho corinho: "a verdadeira paz só tem aquele que já conhece a Jesus".

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

Considerações sobre pessoas não curadas na Bíblia

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Li o artigo do Pr. Renato Vargens sobre "o dia em que Paulo não curou um enfermo" (leia-o clicando aqui), aonde o apóstolo seguiu viagem deixando Trófimo doente em Mileto (2 Tm 4:20). Tal relato da Escritura é contrário aos "papas da teologia da saúde perfeita", um ramo da "teologia da prosperidade" que ensina que temos que orar DETERMINANDO a cura, e que Deus É OBRIGADO a curar imediatamente TODAS as doenças. Tem que DETERMINAR mesmo, pois até usar a expressão "seja feita a Tua vontade" anula a fé curativa! Em seu livro "O Direito de Desfrutar Saúde", R. R. Soares declara: “Usar a frase ‘se for a Tua vontade’ em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração”, e outros "papas" da "teologia da prosperidade" confirmam isso!.

Mas o objetivo do Pr. Renato foi tratar somente do caso de Trófimo, pois ele não falou de Timóteo, outro caso semelhante, a quem Paulo, incapaz de curá-lo, dá-lhe uma orientação: “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades” (1 Tm 5:23). Timóteo não somente tinha problemas de estômago (Gastrite? Úlcera?), mas tinha OUTRAS enfermidades, e estas eram FREQUENTES, e por isso Paulo prescrevia doses terapêuticas, medicinais, de vinho, provavelmente diluído em água... Paulo, igualmente, não conseguiu curar as enfermidades de Timóteo e nem "quebrar a maldição" que havia sobre ele que o levava a constantemente enfermar!

O pr. Renato também não falou de Epafrodito... Paulo relata em outra epístola: “Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades. Porquanto tinha muitas saudades de vós todos, e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente; e de fato esteve doente, e quase à morte; mas Deus se apiedou dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2:25-27). Surpreende-me, à luz da "teologia da saúde perfeita", que Paulo não tenha dito no texto bíblico que fez a oração forte, a prece violenta, e o curou... O relato, pelo contrário, dá a entender que Deus curou Epafrodito quando todos a seu redor já não tinham mais esperança, quando ele estava "quase à morte"...

Se levássemos em consideração os ensinos dos que creem na saúde perfeita do crente, é quase certo que Paulo estava em pecado, ou sem autoridade para que Deus o ouvisse!

A própria vida de Paulo dá a entender que foi uma vida de enfermidades. Escrevendo aos Gálatas ele declara ter adoecido, e esta doença foi o motivo que levou ele à comunidade da Galácia e ali aproveitar a oportunidade para pregar o Evangelho (Gl 4.13). Paulo fala ainda de um problema pessoal, o conhecido "espinho na carne", acerca do qual Paulo orou a Deus três vezes para que o livrasse dele, e a resposta do Senhor foi: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12:7-10). Tem havido várias especulações sobre o que seria este "espinho na carne". Alguns estudiosos do Novo Testamento chegam a associá-lo a uma possível enfermidade, um problema crônico nos olhos, pois Paulo escreveu aos mesmos gálatas, na mesma epístola, dizendo: “...se possível fora, teríeis arrancado os vossos próprios olhos para mos dar”, e ainda: “Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho” (Gl 4:15; 6:11), demonstrando dificuldades na escrita, talvez por problemas de visão (o que mais explicaria o ato de escrever com letras grandes?).

Paulo não escrevia as suas cartas, mas ditava para um amanuense (escriba), e apenas postava uma saudação final e assinava as epístolas (Rm 16.22; 1 Co 16.21; Cl 4.18; 2 Ts 3.17; Fm 1.19); entretanto, parece que na urgência do assunto e na falta de quem escrevesse para ele, escreveu ele mesmo, com grandes letras, a carta aos Gálatas. Este fato pode indicar um problema visual grave.

A Bíblia relata muitos casos de "não cura". Jesus, à beira do tanque de Betesda, aonde “jazia grande multidão de enfermos: Cegos, mancos e ressicados” (Jo 5:3), curou apenas UM PARALÍTICO. Pedro e João, à Porta Formosa, aonde se juntavam muitos doentes esmolando, curaram apenas um paralítico (At 3). No AT também vemos exemplos de pessoas, como Eliseu, cheias do poder de Deus mas que não "curaram a si mesmos"...

Não duvidamos da cura de Deus! Ele é poderoso para curar qualquer enfermidade, por mais simples ou mais terminal que seja! Conhecemos relatos de pacientes com câncer terminal foram completamente curados pelo poder de Deus, e conhecemos relatos de outros pacientes que não foram curados, mas morreram em decorrência da enfermidade. Deus é soberano! Contudo, oramos por todos os enfermos que nos pedem oração por cura, impondo-lhes as mãos, crendo que Deus pode curá-lo. O que não cremos é que Ele tenha a obrigação de curar TODAS as enfermidades sob as ordens dos homens! Ao contrário, cremos que a SOBERANIA dEle está acima de qualquer coisa! Ele é Senhor, e nós, Seus servos, meros cacos de barro!

Zilton Alencar
Genizah Virtual / Blog EsquiZilton

A desconstrução do Evangelho

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina". II Timóteo 4:1,2.


Lendo essas recomendações do Apóstolo Paulo ao jovem Timóteo, fico me perguntando o que está acontecendo com o Evangelho atual? É possível que tudo o que foi construído, seja desconstruído? 

A Bíblia fala que o Evangelho está sobre um fundamento, e que ninguém pode colocar outro: "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo." I Co 3:11. Mas, ainda que não seja possível colocar outro fundamento, existem pessoas tentando modificar os pilares que já foram colocados e firmados pelos Apóstolos, desconstruindo tudo o que foi pregado e ensinado na igreja primitiva.

Comparando a orientação de Paulo a Timóteo com o que vejo nas igrejas hoje, percebo essa "desconstrução" do verdadeiro Evangelho. O verdadeiro Evangelho é:

1. Pregar a Palavra: Essa pregação é a essência do Evangelho. É anunciar que Cristo salva, cura, batiza no Espírito Santo e que Ele voltará pra buscar a Sua Igreja. Pregar a Palavra não é humilhar o diabo com frases prontas de efeito, não é contar testemunhos que em nada glorificam a Deus e nem é usar o poder de persuasão ou as habilidades da homilética para falar por horas sem se tornar chato. Pregar é ser usado por Deus pra anunciar a vontade do Senhor, e levar os ouvintes ao conhecimento da Verdade, pois só ela liberta (Jo 8:32).

2. Redarguir: A palavra redarguir, no original latim, tem como significado 'refutar, convencer de falsidade, mostrar a falsidade'. Onde existe o Evangelho, deve existir a refutação às práticas da mentira e falsidade, pois o Evangelho não pode co-existir com a mentira.

3. Repreender: Admoestar energicamente. O Evangelho verdadeiro adverte aqueles que pecam e desviam da vontade do Senhor. Pregações que soam como "música suave" aos ouvidos dos pecadores, não faz parte do Evangelho. Desde Atos dos Apóstolos, vemos a Igreja confrontando os pecadores, advertindo-os, e jamais usando o "eufemismo gospel", que hoje é usado pra evitar confrontar os pecadores e perder membros na igreja. Hoje as pessoas deixaram de ser ovelhas de Cristo e se tornaram unicamente membros de igrejas, por isso não existe a devida repreensão, pois existe o medo do membro sair da igreja.

4. Exortar: Animar e estimular. Ao contrário do que pregam e pensam, exortar não é repreender ou disciplinar. Confundem exortar com admoestar, pois esta última tem o significado de repreender. Exortar é animar e estimular os cristãos a perseverarem na fé. 

5. Usar longanimidade e doutrina: Embora hoje o termo "longânimo" tem o sentido de ser paciente, a origem do termo nos remete a ideia da "qualidade de ser sofredor", o que condiz perfeitamente com as palavras de Jesus: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo..." (Jo 16:33), e com as palavras de Paulo: "Tu pois, sofre as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo". II Tm 2:3. Mas hoje pregam por aí que o cristão não pode sofrer, pois tem que prosperar em tudo... 
E, alem de ser um "bom sofredor", estar sempre observando a doutrina, não dos homens, mas aquela que Cristo deixou, e os apóstolos propagaram até chegar a nós.

A desconstrução desses cinco pilares do Evangelho, tentando modificar o fundamento já colocado, foi algo predito pelo Apóstolo Paulo: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." II Tm 4:3,4. 

Estamos nesse tempo, onde as pessoas não suportam a sã doutrina, e a igreja, com medo de perder adeptos, não prega mais a sã doutrina, juntando doutores que gostam de movimentos, pregam coisas fúteis que anulam o Evangelho, se isolando em suas igrejas e desviando o povo da verdade, pois estão cegos e entorpecidos em suas fábulas, que se originam em visões humanas, pensamentos de homens que tentam provocar a queda dos cinco pilares do verdadeiro Evangelho. Mas esquecem que, ainda que os cinco pilares caiam, o fundamento é Cristo, e quando tentam destruir esse fundamento, acabam tropeçando e sendo destruídos: "Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó" Mateus 21:42-44.

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Jesus, a nossa Páscoa.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Textos: Êxodo 12 / Marcos 14

A Páscoa no Antigo Testamento 

O capítulo 12 do livro de Êxodo nos mostra que a páscoa é celebrada após a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito.

Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimônia?’,
respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios". Então o povo curvou-se em adoração.
(Êxodo 12:26,27)

A Páscoa no Novo Testamento

É a Festa dos Pães Asmos (sem fermento) . No capítulo 14 do livro de Marcos é narrada a preparação para a festa, e é também onde Jesus afirma ser a nossa páscoa.

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos discípulos, dizendo:
"Tomem; isto é o meu corpo".
Em seguida tomou o cálice, deu graças, ofereceu-o aos discípulos, e todos beberam.
E lhes disse: "Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos".
(Marcos 14:22-24)

Conclusão

Entendemos que no Antigo Testamento a páscoa era comemorada representando a libertação do povo Israelita. Já no Novo Testamento, é comemorada pela morte e ressurreição de Cristo. O Cordeiro sacrificado em Êxodo 12, representava o sacrifício que Jesus faria mais tarde, pois ele é ‘O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’ (João 1:29).

A Páscoa é mais do que uma simples comemoração, ela serve para nos lembrar o sacrifício e ressurreição de Cristo. Antes que viéssemos ao mundo, Ele nos conheceu e nos libertou da escravidão do pecado através do seu sangue, ‘Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (I Co 5:7).

Para os judeus, a Páscoa representa a libertação da escravidão do Egito por meio do poder de Deus em Moisés, e para nós, cristãos, a Páscoa representa a libertação da escravidão do pecado, por meio do poder de Deus em Cristo Jesus, Nosso Senhor.

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

O "Ministério de Louvor" nas igrejas

terça-feira, 15 de março de 2016

Nas igrejas evangélicas atuais vemos um crescimento dos "ministérios" de louvor, e não só denominacionais e congregacionais, mas interdenominacionais também. Mas um grupo de louvor pode ser chamado de ministério? Primeiro, vamos entender o que significa a palavra ministério.

O que é um ministério na Bíblia?

Biblicamente, o uso da palavra ministério tem dois significados:

1. O Dom do Ministério: Um dos Dons Vocacionais, conforme vemos nesse estudo que fiz sobre os Dons do Espírito Santo: Os Dons do Espírito Santo. É a disposição, capacidade e poder dados por Deus, para alguém servir a outras pessoas e prestar assistência prática a outros membros e aos líderes da igreja, a fim de ajudá-los a cumprir suas responsabilidades para com Deus (At 6: 2, 3).

2. Os Dons Ministeriais: A palavra ministério também se refere a cada um dos cinco Dons Ministeriais, chamados de "Os Cinco Ministérios": Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres (Ef 4:11). Veja o estudo sobre os dons para entender cada um desses cinco dons.

Então, biblicamente falando, não existe nenhuma referência ao ministério de louvor ou música. Todos os ministérios eram relativos ao serviço e a propagação do Evangelho através da Palavra.

O que significa a palavra "ministério"?

De acordo com o dicionário Michaelis, alguns dos significados dessa palavra são: 

"5 Cargo, função. 6 O exercício de um cargo, de uma função." 


Então, ainda que biblicamente o uso da expressão "ministério de louvor" seja inadequado, não chega a ser nenhuma heresia fazer esse uso, pois nas igrejas atuais o ministério de louvor é um departamento, e o líder desse departamento é ocupante do cargo, ou função, de ministro de louvor.

A função do Ministério de Louvor:

Como vimos, ele não faz parte do dom de ministério e nem é um dos cinco Dons Ministeriais, sendo assim, ele não pode ser equiparado ao demais ministérios bíblicos, sendo apenas um departamento eclesiástico responsável pela parte musical da igreja. Ele deve ser um departamento secundário, ou de apoio aos demais ministérios, e nunca deve ocupar o lugar da Palavra, pois todos os ministérios bíblicos existem em função da Palavra.

Sua função, dentro da igreja, é conduzir o louvor a Deus, incentivando a igreja a louvar ao Senhor, produzindo um ambiente de adoração a Deus e preparando os fieis para receberem a Palavra de Deus. Para essa tarefa ser bem sucedida, os "ministros" de louvor devem estar dispostos a serem guiados pelo Espírito Santo, caso contrário serão meros animadores de auditório, levando o povo a ter experiências puramente emocionais e não espirituais.

O que não é um "ministério de louvor":

1. Não é um ministério bíblico, mas apenas um departamento eclesiástico.
2. Não é uma banda gospel, mas sim membros da igreja responsáveis por conduzir o momento do louvor. 
3. Seus ocupantes não são funcionários da igreja mas sim membros. Só é correto receber salário ou ajuda de custo caso haja dedicação exclusiva. Nesse caso, os integrantes dedicam todo o seu tempo para esse fim. Quem tem emprego secular ou não está sempre dedicando seu tempo para a igreja, não pode receber dinheiro para tocar ou cantar. 
4. Não é participante do "palco". O ministério de louvor está no mesmo patamar dos demais membros da igreja, a única diferença é a responsabilidade de guiar a igreja durante o louvor. O "palco" é de Deus. Tudo o que é feito, tem que ser direcionado a Deus, embora hoje vemos solos de instrumentos que duram muito tempo, e o próprio som dos instrumentos que abafam a voz dos cantores e ministros, impedindo a igreja de entender a letra e adorar ao Senhor junto. Não se deve fazer desse ministério um show de demonstrações de quem toca mais ou quem canta mais. 
5. Não é fruto do talento individual, mas da misericórdia de Deus sobre todos. Ainda que Deus use nossos talentos, se não fossem as misericórdias do Senhor, seríamos consumidos (Lm 3:22). Talento sem o mover do Espírito faz um louvor tecnicamente bom, mas espiritualmente vazio, e a igreja é lugar de adoração a Deus e não uma casa de shows.

Conclusão

Embora eu ache inadequado, não sou radical a ponto de ser contrário ao uso do termo "ministério de louvor" na igreja, pois entendo que o sentido atual permite esse uso. O que devemos nos preocupar não é a nomenclatura mas sim o propósito dos atuais ministérios, que devem exaltar e destacar unicamente a soberania de Deus e não o ser humano. 

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Ano Bissexto

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Por que temos o dia 29 de fevereiro em alguns anos? O que isso significa? 

Hoje é dia 29 de fevereiro, o que nos traz um "ano bissexto" ou "dia bissexto", um fenômeno que nos acompanha desde o século 46 aC.

Naquela época, Júlio César aceitou o conselho do astrônomo aprendiz, Sosigenes de Alexandria, que sabia da experiência egípcia que o ano tropical (também conhecido como o ano solar) tinha cerca de 365,25 dias de duração. Assim, para reverter as horas acumuladas que eram perdidas, precisaríamos de um dia extra de vez em quando, e foi aí que um "dia extra" foi adicionado ao calendário a cada 4 anos.

Este novo calendário "Juliano" foi usado em todo o Império Romano e por várias igrejas cristãs. Naquela época, fevereiro era o último mês do ano.

Inicialmente, o calendário romano contava apenas 355 dias, que era basicamente um calendário lunar, e a transição para o calendário juliano faria com que os feriados ficassem fora de época, assim como as comemorações especiais e as estações do ano, portanto Julio César adicionou 90 dias extras no ano 46 aC, que foram divididos em três meses temporários.

Um mês foi adicionado entre fevereiro e março; outros dois meses (Intercalaris Antes e Intercalaris Posterior) foram adicionados depois de novembro. O resultado final foi um ano de 15 meses e 445 dias de duração, e foi apelidado de Annus Confusionus - O Ano da Confusão.

Então, para honrar a sua contribuição, Júlio César rebatizado o quinto mês, que anteriormente era conhecido como Quintilis, com seu próprio nome: Julho. Veja quantas mudanças importantes se consegue se você for um imperador, ou imperatriz!

O calendário Juliano ainda era falho

O calendário Juliano funcionou tão bem no começo que muitos países o adotaram. Infelizmente, ele era falho, sendo 0,0078 dia (cerca de 11 minutos e 14 segundos) mais longo do que o ano tropical.

Assim, o calendário Juliano adicionava um dia a cada 128 anos, o que significa que, a cada 128 anos, o calendário tinha um dia a menos, o que fez com que a data do feriado de Páscoa se tornasse imprecisa.

Como resultado, no ano de 1582 o calendário já estava completamente fora de sintonia com o ano solar (num total de 10 dias), e foi aí que o Papa Gregório XIII, aconselhado pelo matemático e astrônomo jesuíta chamado Christopher Clavius, fez uma intervenção criando o nosso calendário atual: o Calendário Gregoriano.

Em primeiro lugar, para sincronizar tudo novamente, 10 dias foram retirados do calendário após a quinta-feira de 4 de outubro de 1582, tornando o dia seguinte como sexta-feira, 15 de outubro. As pessoas sentiram que 10 dias tinham sido retirados de suas vidas, e houve protestos pelas ruas de toda a Europa. Os trabalhadores exigiam o pagamento desses 10 dias, mesmo sem ter trabalhado, e as pessoas comentavam que tinham 10 dias a menos de vida. Foi uma confusão total!

Em seguida, para sincronizar ainda mais o calendário gregoriano com o "século solar" (100 anos solares), criou se uma regra, pois precisaríamos ter 97 anos bissextos a cada 400 anos, e se tivéssemos 1 ano bissexto a cada 4 anos, teríamos 100 anos bissextos. Portanto,criou-se a seguinte regra:

"Todos os anos múltiplos de 4 que também não são múltiplos de 100, com exceção dos múltiplos de 400, são anos bissextos." E é por isso que o ano 2000 foi um ano bissexto, mas 1700, 1800 e 1900 não foram.

O calendário gregoriano, no entanto, não foi adotado pelas colônias americanas até 1752. E se você acha que 20 anos foi um período muito longo para as colônias americanas aceitarem o calendário gregoriano, saiba que isso não foi nada se compararmos com a Rússia, que finalmente aceitou o calendário gregoriano em 1918. E a Grécia foi ainda mais teimosa, pois só aderiu ao novo calendário em 1923! E ainda assim, o calendário gregoriano não é utilizado em todo planeta, já que alguns países como China, Israel, Irã, Índia, Paquistão, Argélia (entre outros orientais) ainda não utilizam o nosso calendário.

O calendário gregoriano tem provado ser muito superior que o calendário juliano. Durante um período de um ano, ele se adianta em apenas 26 segundos. Isso é um erro tão pequeno que não será necessário eliminar um dia no calendário, até por volta do ano 5300.

Space / Leap Year
Galeria do Meteorito

Marcos 13:30: Não passará esta geração...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Pergunta: "O que Jesus quis dizer com ‘esta geração não passará?"

Resposta: Esta citação de Jesus no que diz respeito ao fim dos tempos se encontra em Mateus 24:34, Marcos 13:30 e Lucas 21:32. Jesus disse: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram." A chave para compreender o que Jesus quer dizer é o contexto, isto é, devemos entender os versículos antes e depois do versículo 34, mas especialmente os versículos antes. Em Mateus 24:4-31, Jesus está falando de eventos futuros. A geração de pessoas que vivem quando esses eventos ocorrerem é a geração que Jesus diz que "não passará" até que Ele retorne. Jesus já havia dito aos que viviam durante o Seu ministério terreno que o reino havia sido tirado deles (Mateus 21:43). Portanto, é imperativo que Mateus 24-25 seja visto como falando de um tempo futuro. A palavra "geração" refere-se às pessoas vivas no futuro quando os eventos de Mateus 24-25 ocorrerem.

Uma outra possibilidade é que Jesus estava dando uma profecia com um "cumprimento duplo". Parte do que ele estava prevendo ia ocorrer durante o tempo da geração a quem estava falando. Parte da profecia de Jesus pode ter sido cumprida quando os romanos destruíram Jerusalém em 70 DC. No entanto, outros aspectos da profecia de Jesus não ocorreram no ano 70 DC, como Mateus 24:29-31, por exemplo. O problema com essa visão é que não se harmoniza com a afirmação de Jesus de que "todas estas coisas" se cumpram "nesta geração". Portanto, é melhor entender "esta geração" como se referindo à geração com a qual os eventos do fim dos tempos ocorrerão.

Essencialmente, Jesus está dizendo que, quando os eventos do fim dos tempos começarem, eles vão acontecer rapidamente. Pode-se encontrar este conceito em muitas outras Escrituras (Mateus 24:22 e Marcos 13:20, Apocalipse 3:11; 22:7,12,20).

Got Questions Ministries

A justificação pela Fé

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

"Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça." Romanos 4:5.

O versículo acima fala a respeito da fé e o peso que ela tem, e o mais importante, fala de um Deus Justo: 
O Deus que justifica o ímpio.

Muitas vezes, nós como cristãos, nos apresentamos como "os mais certos e santos" do que a sociedade, nos achamos "donos da verdade" e até nos enchemos de méritos simplesmente porque buscamos fazer o certo, quando, na verdade, não é para isso que o Evangelho atenta. A epístola de Paulo aos Romanos nos fala basicamente que a nossa fé em Cristo Jesus é o que nos justifica. Logo, o que fazemos ou deixamos de fazer não importa, pois o que na verdade importa é a FÉ!

É impressionante o fato de um Deus Soberano não somente justificar, mas fazer questão de declarar ser "O Deus que justifica o ímpio", ou seja, o Deus que defende o pecador. Se Deus, que é puro, justo e soberano, faz questão de defender os pecadores, então qual a razão de nós, embora seguidores d´Ele mas igualmente pecadores, nos exaltarmos tanto?

Em Romanos 3:23,24 diz: "Porque TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados GRATUITAMENTE pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus".

O Apóstolo Paulo, com esse versículo, nos faz entender que a única coisa que nos diferencia dos ímpios é o fato de crermos em Cristo, e por isso somos purificados todos os dias, uma vez que fomos feitos filhos de Deus (João 1:12). Somos justificados não por méritos, mas pela Graça. Não há nada que venha de nós, nem o fato de crermos n´Ele, pois foi Ele quem nos convenceu (João 16:8).

Se você creu em Jesus, e o recebeu como único e suficiente Salvador, então você já é um filho de Deus, mas, sabendo que se tornou um filho d´Ele não por obras ou mérito, mas unicamente porque a Graça d´Ele te alcançou, e por meio de nossa fé, Ele nos justifica.

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

5 Razões Para Cantar Hinos Antigos

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016


Antes de entrar no assunto, devo assumir desde já o meu “pré-conceito”. Tenho uma predileção assumida e quase que absoluta por hinos antigos. Não sou contra corinhos e canções contemporâneas, mas há algo dos hinos que parece falar mais ao meu coração que as composições atuais. Desde já quero deixar claro que o que escrevo não é uma exortação, muito menos algo que deva ser tomado como regra. Quero apenas ressaltar composições que não recebem o devido valor, pois uma devida atenção aos hinos “antigos” é necessária e traz tremenda riqueza e benefício não só para o canto congregacional como para a vida devocional de cada cristão. Aqui estão cinco razões pelas quais devemos cantar e valorizar os antigos hinos da Igreja:

Os hinos, em sua maioria quase absoluta, têm um conteúdo superior às composições contemporâneas

Essa afirmação não é uma avaliação doutrinária ou uma crítica às tendências e ênfases de cada época, muito menos uma tentativa de menosprezar a produção musical contemporânea. Há várias ótimas composições atuais que merecem ser incluídas no nosso louvor. Porém, podemos rapidamente observar e constatar que, em geral, hinos têm um conteúdo superior ao que se produz hoje. A razão disso é muito simples, e ela nada tem a ver com a qualidade dos compositores de séculos atrás. Infelizmente, hoje se produz muita heresia em forma de cântico. Isso quer dizer que não havia heresias ao longo da história? Sempre houve! Aliás, muitas heresias atuais nada mais são que velhos desvios requentados. A razão de quase não encontrarmos hinos fracos em teologia é que, ao longo do tempo, eles foram esquecidos pela Igreja. Não tenho dúvidas de que alguém no interior da Inglaterra ou Alemanha, por exemplo, compôs algum equivalente ao nosso “dá vontade de pular” ou “minha vitória vai ter sabor de mel”. A questão é que, com o tempo, somente as músicas de conteúdo forte permaneceram. Os hinos que conhecemos hoje sobreviveram ao teste do tempo e, consequentemente, ficamos com o melhor do que foi produzido ao longo dos anos. Da mesma maneira, há algumas canções compostas recentemente que devem ser utilizadas por um bom tempo, pois merecem ser cantadas por seu conteúdo de qualidade!

Os hinos ampliam a nossa noção do Corpo de Cristo

Primeiro, o canto congregacional, o ato de reunir-se como Igreja, de unir a nossa voz a um coral de outras vozes serve para ilustrar que não estamos sós perante Deus. A dinâmica de levantar a minha voz em louvor junto aos meus irmãos é algo que me mostra que não estou só, que faço parte de um corpo, que pertenço a Cristo e a toda uma comunidade de fé. Mas ao cantarmos hinos compostos antes do nosso tempo, creio que honramos àqueles que nos antecederam. Da mesma forma que hoje fazemos proveito de textos escritos por Agostinho, Calvino e tantos outros que viveram antes de nós, fazemos bem em buscar nas fontes antigas hinos que falam de outras gerações. Ao pensar no coral celestial que louva incessantemente a Deus na sala do trono, fico me imaginando um dia cantando e louvando junto com minha esposa, meu irmão, meus pais, meu avós, os avós dos meus pais, C.S. Lewis, Martinho Lutero, o Apóstolo Paulo… e por aí vai! Estaremos todos juntos! Mais de dois mil anos de Igreja, o Corpo de Cristo ao longo da história, reunido e louvando numa só voz! Cantar os hinos escritos pelos nossos antepassados é como uma pequena amostra da união e extensão do Corpo.

Os hinos são testemunhos daqueles que vieram antes de nós

Você conhece a história de Horatio Spafford? Já ouviu falar de John Newton?

Spafford, um advogado americano, perdeu suas três filhas num naufrágio. Ao passar pelo local onde elas teriam naufragado, eles compôs o hino “Se paz a mais doce eu puder desfrutar, se dor a mais forte sofrer; ó, seja o que for, tu mês fazes saber que feliz com Jesus sempre sou!”

Newton, por sua vez, era um ateu e libertino que trabalhava no mercado de escravos. Durante uma travessia, seu navio começou a afundar e ele orou a Deus dizendo que, se Ele o salvasse, abandonaria seu negócio. Ele veio até a lutar pela causa abolicionista. Mas naquele barco, após sobreviver, ele compôs as seguintes linhas: “Preciosa graça de Jesus que um dia me salvou. perdido andei sem ver a luz, mas Cristo me encontrou!”

Esses são apenas dois hinos que testemunham da obra de Deus na vida de homens alcançados e transformados pelo Espírito Santo. Esses hinos contam uma história. Assim como a famosa “Galeria da fé” de Hebreus, quero unir a minha voz junto aos meus irmãos e testemunhar dessa graça tão maravilhosa que me alcançou e me transforma a cada dia. Que tesouro riquíssimo temos nas mãos quando reunimos os testemunhos cantados ao longo da história!

Os hinos fazem parte da identidade da Igreja

Anos atrás, um grupo de jovens veio conduzir o louvor na minha igreja e esqueceram das transparências, as letras que iam cantar (não sou tão velho assim, mas na minha época de adolescente e jovem, projetor era coisa de igreja sofisticada e com recursos). Eles me perguntaram se eu teria as letras que queriam e fiz uma piada: “A letra mais recente que temos é a de A ti, ó, Deus fiel e bom Senhor… .” Eles não riram e fizeram cara de que não faziam a mínima ideia do que eu estava falando. Cantarolei algumas linhas e… nada. Fiquei chocado de saber que um hino que cantei a vida toda, que meu pai cantou a vida toda, era desconhecido para eles.

Imagine um torcedor de um time que não sabe dizer a escalação da equipe, nem quais foram os principais jogadores que marcaram a história do clube e sequer os maiores títulos conquistados! Pior, imagina se ele nem sabe cantar o hino do clube! Ou, por exemplo, que dizer de um brasileiro que não sabe cantar o hino nacional? Ele precisa conhecer um pouco da sua história, daquilo que o identifica como brasileiro!

Por mais que a Igreja não tenha um único hino como um hino nacional oficial (embora muitos reformados mais entusiasmados gostariam que fosse “Castelo forte”), as músicas compostas ao longo dos séculos servem para contar justamente esta história! A própria composição de Martinho Lutero remete à Reforma Protestante, o contexto no qual foi escrita. Ou também o caso dos escravos negros nos Estados Unidos que cantavam seus spirituals, canções que remetiam à esperança de um lar onde não haveria mais sofrimento. Assim como esses, os hinos da Igreja contam da nossa história, história esta que está sendo escrita desde Adão!

E as nossas composições atuais? Bem, as que valem a pena ser cantadas são a nossa contribuição a este rico legado musical que temos. Tenho para mim que um cristão que não conhece a música, os hinos, as orações do seu povo precisam urgentemente conhecê-los a fim de fortalecer a sua fé e edificar a sua alma junto a um povo que já existe há mais de dois mil anos.

Você não os ouve nas rádios

Não é porque uma música toca na rádio que ela seja ruim (nem boa). Mas eu gosto de uma música que seja diferente do que costumo ouvir. A música do louvor não deveria ser abordada como qualquer outra, como uma música que toca enquanto dirigimos simplesmente para de pano de fundo. Creio que os hinos são únicos e por conta da sua estrutura e musicalidade diferente, são uma maneira pedagógica de nos habituar a encarar o canto congregacional como um tipo diferente de música. Há todo um andamento, uma métrica e harmonia que contribuem grandemente para o louvor congregacional e a postura que devemos assumir ao louvarmos a Deus. Não que devamos ignorar e jogar fora qualquer coisa que se assemelhe ao que é contemporâneo e secular. Só não creio que devamos cantar apenas isso. Um louvor formado por canções de diferentes épocas e com estilos variados nos oferece a oportunidade de expressar diversas facetas e dinâmicas de adoração, desde um hino com um andamento de marcha que nos convoca para louvar até uma balada cuja letra mais triste fala de quebrantamento e contrição, por exemplo.

Eu amo os velhos hinos! Em várias ocasiões já fui renovado por meio deles. Fico sinceramente incomodado quando vejo tantos que os descartam como apenas “aquela música que minha vó botava pra tocar na cozinha”. Essas canções compostas ao longo da história são preciosidades que temos o privilégio de cantar ainda hoje! Espero que tenha conseguido passar para você, caro leitor, um pouco do significado que este legado musical tem para mim, e que creio que pode lhe fazer muito bem também.

Andrew McAlister / Filipe Castelo Branco
Cante as Escrituras